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TECNOLOGIAS SOCIAIS: BARCO-ESCOLA PROMOVE SAÚDE E CIDADANIA EM COMUNIDADES RIBEIRINHAS DA AMAZÔNIA OCIDENTAL

Este trabalho, apresentado no VIII Workshop do Laboratório Ítalo-Brasileiro de Formação, Pesquisa e Práticas em Saúde Coletiva e o 2º Encontro da RedeGeronto, na Bolonha/Itália, é dos pesquisadores Maria Eliza de Aguiar e Silva, Eloá de Aguiar Gazola, Ivan Machado Martins, Maricélia Messias Cantanhêde dos Santos, Viviane Castro de Araújo, Suzana Schwerz Funghetto, todos do Centro Universitário São Lucas

O trabalho mostra que a tecnologia social em saúde articula o saber cotidiano ao saber científico, produzindo instrumentos importantes para promoção da qualidade de vida, sobretudo quando tais ações estão diretamente ligadas à realidade das sociedades locais.

A Amazônia tem uma bacia hidrográfica de 7,5 milhões de quilômetros quadrados, com diversas comunidades ribeirinhas isoladas geograficamente, que subsiste da agricultura, criação de animais, pesca e extrativismo vegetal. Pequenas comunidades ribeirinhas são inseridas em unidades administrativas, os distritos, que estão ligadas a um município, por isso essas comunidades “não existem” dificultando o planejamento estatal no que se refere à previsão de investimentos que garantam condições de saúde e educação.

Esta pesquisa relata a experiência do Centro Universitário São Lucas na formação profissional em saúde, com foco na intergeracionalidade, por meio da tecnologia social materializada pelo projeto de extensão Barco Saúde e Cidadania. A proposta foi atender o distrito de São Carlos e a comunidade de Cavalcante, localizadas às margens do Rio Madeira, promovendo acesso a serviços de saúde e de cidadania, com foco na integralidade da assistência em doenças tropicais, hipertensão e diabetes.

Este projeto se destinou também a formação interprofissional para os cursos da área da saúde, ciências sociais e exatas. Além de mais de 1,2 mil atendimentos prestados pelos acadêmicos, técnicos e docentes, foram realizadas atividades de esporte e de lazer integrando comunidade acadêmica e moradores, reafirmando o compromisso institucional na valorização dos povos amazônicos e no uso da tecnologia social ao mesmo tempo em que estimulou a formação intergeracional em saúde.

Fonte: 2 em 1 Comunicação e Educação

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