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Pesquisa sobre a incidência de AIDS em Idosos no Estado de Goiás: um alerta para a saúde pública

Um estudo sobre a incidência de AIDS em idosos no estado de Goiás, Brasil, revela um aumento progressivo dos casos nos últimos anos. A pesquisa, conduzida pelo renomado epidemiologista e professor da UEG e da Faculdade União de Goyazes – UNIGOYAZES, Dr. Benigno Alberto Moraes da Rocha, analisou dados de 1990 a 2011, destacando a necessidade de uma maior conscientização e ação direcionada a essa população.

A AIDS, uma doença que há décadas representa um desafio global de saúde, afeta pessoas de todas as idades. No entanto, o diagnóstico em idosos muitas vezes ocorre tardiamente devido à falta de suspeita e ao envelhecimento do sistema imunológico. Isso torna o tratamento mais complexo e aumenta o risco de complicações.

O envelhecimento do sistema imunológico é uma realidade inevitável, mas o aumento da população idosa em todo o mundo, incluindo no Brasil, traz novos desafios para a saúde pública. Com melhorias na qualidade de vida, prevenção e tratamento precoce de várias doenças, bem como avanços tecnológicos, a expectativa de vida aumenta. No entanto, surge a preocupação com o aumento dos casos de HIV entre os idosos, um grupo que muitas vezes não se considera em risco e não é alvo de campanhas educativas.

As mudanças no comportamento sexual, a resistência ao uso de preservativos e a falta de educação sobre a AIDS entre os idosos contribuíram para um novo perfil epidemiológico da doença. Embora a medicina e a indústria farmacêutica tenham permitido uma vida sexual ativa na terceira idade, a falta de conhecimento sobre DSTs, especialmente a AIDS, ainda persiste.

Segundo o Ministério da Saúde, o HIV ataca o sistema imunológico, enfraquecendo a defesa do organismo. Ser portador do vírus HIV não significa necessariamente ter AIDS, mas a ausência de sintomas não impede a transmissão do vírus. Indivíduos recentemente infectados ou com imunossupressão avançada têm uma alta concentração do HIV, tornando a transmissão mais fácil.

Os primeiros casos de AIDS foram relatados nos Estados Unidos em 1981, mas só em 1984 o primeiro caso foi notificado em Goiás. No entanto, o primeiro caso de AIDS em um idoso no estado só ocorreu em 1987, o que mostra que a epidemia também afeta essa faixa etária.

O processo de envelhecimento envolve a diminuição das capacidades biológicas do organismo, tornando-o mais vulnerável. No entanto, o diagnóstico precoce e o tratamento antirretroviral têm sido fundamentais para melhorar a qualidade de vida dos pacientes com HIV. Hoje, existem 21 medicamentos para o tratamento do HIV, mas a terapia não é indicada para todos os portadores. Os médicos avaliam a necessidade de tratamento com base na contagem de células CD4.

O aumento da incidência de AIDS em idosos em Goiás é um chamado para ação. É essencial direcionar campanhas de prevenção e educação sobre DST/AIDS especificamente para esse grupo, adaptando a linguagem à cultura da terceira idade. Além disso, é importante abordar o sentimento de isolamento e desesperança que alguns idosos vivenciam, bem como garantir acesso a serviços de saúde especializados.

Em conclusão, a pesquisa do Dr. Benigno Alberto Moraes da Rocha destaca a importância de uma resposta mais direcionada à AIDS em idosos no estado de Goiás. A conscientização, prevenção e tratamento adequado são cruciais para garantir que essa população possa desfrutar de uma vida saudável e ativa na terceira idade.

Por Juliana Mucury – Relações Públicas

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