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Câmara dos Deputados debaterá saúde mental em instituições coletivas

A Comissão da Saúde e a Comissão de Defesa dos Direitos dos Idosos, da Câmara dos Deputados, vão promover audiência pública conjunta para debater a saúde mental na velhice e as realidades de atendimento nas instituições de Longa Permanência para Idosos, as ILPIs. A iniciativa é da deputada Flávia Morais (PDT/GO).


Segundo a parlamentar, o envelhecimento populacional no Brasil exige políticas públicas eficazes para a garantir da qualidade de vida de idosos institucionalizados. Na avaliação de Flávia Morais, as condições emocionais na velhice devem ser acompanhadas com estímulos adequados, capazes de impactar positivamente a vida dos idosos.
Dentre os pontos que serão debatidos pelas comissões estão a situação da saúde mental dos idosos que vivem em ILPIs; qualidade do atendimento médico e psicológico ofertados nessas instituições; capacitação de profissionais, estrutura e dificuldades estruturais para o atendimento integral e de excelência.


De uma forma geral, a institucionalização dos idosos pode levar à diminuição na autonomia, perda de identidade, bem como à fragilização de vínculos com familiares e amigos, levando a quadros de ansiedade e depressão, por exemplo.
Já doenças, como demências e Alzheimer, precisam de um olhar cuidadoso e integral, que passa por medicamentos, atividades físicas, terapia ocupacional, estimulação cognitiva, cuidados com a saúde mental e nutrição adequada. O tratamento é mais efetivo, quando inicio nos primeiros estágios da doença.


Foram convidados para a audiência pública, dentre outros, o Secretário Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, Alexandre Silva; a médica geriatra, PHD em Ciências da Saúde e Consultora da OMS para Cuidados de Longa Duração, Dra. Karla Giacomin, e o presidente do Conselho Federal de Psicologia, Pedro Paulo Gastalho de Bicalho. A audiência pública conjunta ainda não tem dada marcada.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem cerca de 50 milhões de pessoas com demência ao redor do mundo. O órgão estima que os casos podem chegar a 82 milhões, em 2030. No Brasil, de acordo com o Relatório Nacional sobre a Demência, do Ministério da Justiça e divulgado em setembro passado, cerca de 8,5% da população com mais de 60 ou mais anos convivem com a doença. Trocando em miúdos: 2,71 milhões de casos, com projeções de alcance de 5,6 milhões de idosos diagnosticados no país até 2050. A Doença de Alzheimer é a mais frequente.

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