O Brasil segue em tendência de envelhecimento, segundo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), divulgada pelo IBGE. O número de 60+ subiu de 11,3%, em 2012, para 16,1% em 2024. Já aqueles com 65 anos ou mais respondem por 11,2% da população total. Esses cenários estão inseridos nos dados divulgados, nesta quinta-feira (28/08), e que estima a população brasileira em 213.421,037 habitantes, contabilizada até 1º de julho de 2025. Em relação ao ano passado, o aumento populacional foi de 0,39% e aumento de 5,1%, na comparação com o Censo de 2022.
Ainda de acordo com o levantamento, o Sudeste (17,9%) e o Sul (17,3%) lideram o número de pessoas de 60 anos ou mais, enquanto o Norte registou a menor taxa. Em comparação a 2012, todas as regiões registraram aumento desses segmentos etários.
A atual pirâmide etária do país reforça a missão da Rede Geronto na promoção de estudos e pesquisas voltadas aos desafios do envelhecimento e que, desde 2018, mergulha nesse universo do desenvolvimento humano, centrado em estratégias interdisciplinares e transgeracionais. Segundo a diretora da rede internacional, Suzana Funghetto, o crescimento dos idosos no país demanda atenção e iniciativas públicas que garantam os direitos e a qualidade de vida do idoso, com enfrentamento ao etarismo e fortalecimento do saber sênior. “Avançamos na proteção aos 60+, com o Estatuto do Idoso e a Política Nacional do Idoso, no entanto, esses marcos legais não podem ficar no papel. O crescimento populacional expõe essa urgência, principalmente, no atendimento às demandas de saúde e inclusão social”, ressalta.
A doutora em Ciências e Tecnologias da Saúde, Suzana Funghetto, destaca ainda a atenção integral ao idoso, com foco na autonomia, participação ativa na vida comunitária, dignidade e proteção contra abusos e negligências.