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Depressão e ansiedade atingem principalmente idosos entre 60 e 64 anos, aponta levantamento

A depressão e a ansiedade têm se mostrado mais frequentes entre idosos na faixa etária de 60 a 64 anos, segundo dados divulgados em reportagem do G1. O levantamento revela um cenário preocupante sobre a saúde mental da população idosa, justamente em um período marcado por profundas mudanças na vida social, profissional e familiar.

De acordo com especialistas ouvidos na reportagem, essa faixa etária representa uma fase de transição, na qual muitas pessoas estão se aposentando ou se preparando para deixar o mercado de trabalho. A perda da rotina, do convívio social diário e do sentimento de utilidade pode desencadear quadros de sofrimento psíquico, especialmente quando não há uma rede de apoio estruturada.

Outro fator que contribui para o aumento dos casos é o surgimento ou agravamento de problemas de saúde física, comuns com o avanço da idade. Doenças crônicas, dores persistentes e limitações funcionais podem impactar diretamente o bem-estar emocional, aumentando o risco de depressão e ansiedade. Além disso, mudanças familiares, como o afastamento dos filhos, o luto pela perda de pessoas próximas e o isolamento social, também estão entre os principais gatilhos.

A reportagem destaca ainda que muitos idosos demoram a buscar ajuda profissional, seja por preconceito em relação à saúde mental ou por dificuldade de acesso aos serviços especializados. Em diversos casos, os sintomas são confundidos com “tristeza normal da idade”, o que atrasa o diagnóstico e o início do tratamento adequado.

Especialistas reforçam que a depressão e a ansiedade não fazem parte do envelhecimento natural e podem ser tratadas. A prática de atividades físicas, a participação em grupos de convivência, o fortalecimento dos vínculos sociais e familiares, além do acompanhamento psicológico e médico, são estratégias fundamentais para a promoção da saúde mental na terceira idade.

O alerta é para que familiares, cuidadores e profissionais de saúde estejam atentos a sinais como tristeza persistente, desânimo, alterações no sono e no apetite, irritabilidade, medo excessivo e isolamento social. O reconhecimento precoce dos sintomas e o acolhimento adequado podem fazer a diferença na qualidade de vida dos idosos, promovendo um envelhecimento mais saudável, ativo e digno.

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