De olho no futuro, pesquisadores norte-americanos identificaram pequenas moléculas no sangue capazes de prever a sobrevivência de pessoas idosas com até 86% de precisão.
O estudo, publicado na revista científica Aging Cell, aponta que essas moléculas, chamadas piRNAs, podem indicar se pessoas idosas têm maior probabilidade de sobreviver por pelo menos mais dois anos.
A pesquisa
Na previsão de sobrevivência no curto prazo, os piRNAs apresentaram resultados mais precisos do que indicadores tradicionais como idade, colesterol, prática de atividade física e mais de 180 outras medidas clínicas.
Já nas previsões de longo prazo, fatores ligados ao estilo de vida passam a ter maior peso. Ainda assim, essas moléculas continuam trazendo informações importantes sobre a biologia do corpo humano.
Ainda em fase de testes
O estudo, conduzido pela Universidade Duke, nos Estados Unidos, em parceria com a Universidade de Minnesota, e liderado pela pesquisadora Virginia Byers Kraus, professora da Escola de Medicina da Duke; ainda não está pronto para uso clínico.
Se confirmados em novas pesquisas, testes desse tipo poderão ajudar médicos e gerontólogos a identificar riscos com mais antecedência e orientar estratégias para um envelhecimento mais saudável.
Um passo promissor na busca por uma vida mais longa e saudável.
Por Mauricio Pascoal
Fonte: https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/03/05/novo-exame-de-sangue-pode-indicar-quem-tem-chance-de-viver-mais-tempo-mostra-estudo.ghtml – Por Júlia Carvalho, g1
