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China dá mais um passo rumo ao futuro da geriatria com robôs

À frente do tempo e da tecnologia, a China dá um importante passo rumo ao futuro da geriatria. Em Pequim, capital do país, entrou em operação a primeira estação do mundo voltada ao cuidado de idosos com o uso de robôs inteligentes de saúde e bem-estar.

O impacto vai além do cuidado social e evidencia como a tecnologia pode contribuir para a medicina, especialmente diante do crescimento acelerado da população idosa.

A operação conta com 40 tipos diferentes de robôs, desenvolvidos para atuar em áreas como alimentação, saúde, reabilitação, companhia e lazer. Entre as funções, há equipamentos capazes de identificar pontos específicos do corpo e aplicar tratamentos com controle de temperatura, reduzindo, por exemplo, o risco de queimaduras. Outros dispositivos realizam medições de saúde com agilidade, enquanto robôs de massagem utilizam sensores para detectar tensões musculares e aplicar a pressão adequada.

A crise do envelhecimento acelerado na China

A aposta em tecnologia está diretamente relacionada ao rápido envelhecimento da população. Ao final de 2024, o número de pessoas com 60 anos ou mais no país atingiu 310 milhões. A projeção é que esse grupo ultrapasse os 400 milhões até 2035.

Assim como já vivenciamos no Brasil, o cuidado ao idoso se consolida como um dos principais desafios de saúde pública.

Para enfrentar essa realidade, o governo chinês divulgou diretrizes que incentivam o desenvolvimento da indústria de robótica voltada ao cuidado gerontológico, integrando soluções de reabilitação médica, robótica e tecnologias domésticas inteligentes. O objetivo é atender desde necessidades básicas do dia a dia até o suporte emocional e os serviços de assistência social.

O que podemos aprender

Além dos projetos que desenvolvemos entre Brasil e Itália, observar a China é fundamental para compreender como diferentes regiões do mundo estão criando soluções para desafios semelhantes. Fica evidente que a tecnologia, quando bem integrada ao cuidado humanizado, pode se tornar uma aliada poderosa na qualificação dos serviços gerontológicos.

O que a China realiza hoje em Pequim não é apenas uma estação de robôs, mas um modelo que demonstra como inovação tecnológica, política pública e dignidade no envelhecimento podem caminhar juntas.

Por Mauricio Pascoal


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