Tramitou ontem, 1º de abril, na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 6836/25, que obriga academias a oferecerem programas adaptados para pessoas idosas e com deficiência. A proposta prevê adequações nos espaços, presença de profissionais capacitados, avaliações físicas periódicas e a criação de turmas específicas.
Com mais de 22 milhões de pessoas com 65 anos ou mais, número que deve crescer nas próximas décadas, a proposta do deputado Duda Ramos (MDB-RR) expõe uma lacuna estrutural: a falta de espaços preparados para esse público.
O texto também institui a Campanha Nacional de Promoção da Atividade Física Inclusiva, a ser conduzida de forma conjunta pelos ministérios do Esporte e da Saúde, com realização preferencial no mês de abril.
Esse movimento acompanha uma mudança mais ampla no cuidado com o envelhecimento. A atividade física hoje é um dos principais pilares para manutenção da autonomia, prevenção de doenças crônicas e redução da dependência em idades mais avançadas. Não se trata apenas de bem-estar, mas de estratégia de saúde.
Para quem atua na área do envelhecimento, o cuidado não está restrito ao ambiente clínico. Ele começa em espaços cotidianos, como academias, centros esportivos e iniciativas comunitárias.
O projeto em discussão aponta nessa direção. Ainda em análise, não resolve o problema, mas sinaliza uma mudança importante: a necessidade de estruturar o país para um público que já está aqui e que cresce.
Por Maurício Pascoal
Fonte: Agência Câmara de Notícias
