Na última quarta-feira, 22/04, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou novas indicações terapêuticas que representam um avanço relevante no enfrentamento de doenças crônicas que impactam diretamente a qualidade de vida ao longo do envelhecimento.
Avanços no tratamento da esclerose múltipla
Um dos destaques envolve a esclerose múltipla, doença que afeta o sistema nervoso central e pode comprometer a mobilidade, cognição e autonomia. Embora o diagnóstico seja mais comum em adultos jovens, seus efeitos se estendem ao longo dos anos e podem se tornar mais evidentes com o envelhecimento.
Em pessoas idosas, o diagnóstico pode ser mais desafiador. Sintomas como fadiga, alterações motoras e dificuldades cognitivas muitas vezes se confundem com mudanças típicas da idade. Além disso, a progressão pode ocorrer de forma menos evidente, exigindo maior atenção dos profissionais de saúde.
A nova indicação aprovada amplia as possibilidades de controle da doença, contribuindo para maior estabilidade clínica e, consequentemente, melhor qualidade de vida.
Novas possibilidades no cuidado da DPOC
Outro avanço importante diz respeito à Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), uma das condições mais prevalentes entre idosos e associada a limitações funcionais, internações frequentes e maior risco de mortalidade.
A Anvisa aprovou o uso do medicamento biológico mepolizumabe como tratamento complementar para adultos com DPOC não controlada. A indicação é voltada, principalmente, a pacientes com inflamação eosinofílica e deve ser associada às terapias já utilizadas.
Estudos clínicos indicam que essa abordagem pode reduzir exacerbações — crises respiratórias que aceleram a progressão da doença e frequentemente levam à hospitalização. Ao atuar de forma mais direcionada no processo inflamatório, o tratamento amplia as possibilidades de controle e preservação da capacidade funcional.
Um olhar integrado sobre o envelhecimento
Os avanços reforçam um ponto central: viver mais precisa significar viver melhor. No caso das doenças crônicas, isso passa por uma abordagem integrada, que não se limita ao uso de medicamentos.
Qualidade de vida no envelhecimento envolve também cuidados com a saúde mental, suporte social e adaptação dos ambientes. Em um cenário de aumento dessas condições, iniciativas que promovam o envelhecimento ativo tornam-se ainda mais necessárias.
Para a Rede Geronto, acompanhar e difundir esse tipo de avanço contribui para qualificar o cuidado e estimular práticas que favoreçam autonomia, dignidade e bem-estar ao longo da vida.
Por Maurício Pascoal
Fonte: Agência Gov
