Nesta sexta-feira, 23 de janeiro de 2026, os estudantes participaram do nono dia da programação, dedicado ao aprofundamento prático em contextos especializados do cuidado em saúde. A agenda foi marcada por experiências intensas e reflexivas, com foco na atuação clínica supervisionada e na compreensão de abordagens voltadas ao cuidado integral da pessoa idosa.
O principal momento do dia foi a visita à Associazione Alzheimer, em Asti, instituição que vai muito além de uma estrutura administrativa ou entidade formal. Fundada em julho de 2001, a associação se consolidou ao longo dos anos como uma comunidade unida pela solidariedade, surgida como resposta humana à angústia vivida por familiares de pessoas acometidas por doenças neurodegenerativas, especialmente o Alzheimer.
Criada inicialmente por um pequeno grupo de pessoas movidas pelo desejo de fazer a diferença, a Associazione Alzheimer nasceu da dor, mas também da esperança. Muitos de seus fundadores vivenciaram diretamente o impacto da doença em seus familiares, transformando experiências pessoais de sofrimento em uma ação coletiva de acolhimento, apoio e conscientização. Entre os membros fundadores estão Virgilia Prunotto, Marilena Gagliardi, Alda Grosso, Giorgio Gilardetti, Roberto Gilardetti, Gabriella Corbellini e Franca Fazio.
Entre os serviços oferecidos estão os grupos de autoajuda, implementados desde 2005, que representam um espaço fundamental de apoio emocional para familiares e cuidadores. Outro destaque é o Alzheimer Café, iniciado em Asti em 2014, com encontros sociais regulares que se expandiram posteriormente para Canelli (2022) e San Damiano (2023), promovendo convivência, troca de experiências e inclusão social.
A associação também desenvolve ações voltadas à saúde física, com encontros semanais de atividade física adaptada desde 2022, além de parcerias institucionais importantes. Em 2023, em acordo com a ASL-Asti, foram iniciadas oficinas de estimulação cognitiva para pacientes e intervenções psicoeducacionais para cuidadores, fortalecendo o cuidado integral e contínuo. No mesmo ano, passaram a ser promovidas atividades de cultura e arte, como visitas a museus, exposições e oficinas de pintura, ampliando o acesso à vida cultural e reforçando a inclusão.
Durante a visita, os estudantes puderam conhecer de perto essa trajetória marcada por amor, resiliência e compromisso social, compreendendo como a atuação interdisciplinar, o acolhimento às famílias e o cuidado centrado na pessoa são fundamentais no enfrentamento da doença de Alzheimer. A experiência reforçou a importância de iniciativas que transformam a dor individual em força coletiva, promovendo humanidade, empatia e cuidado ao longo de todo o processo de adoecimento.
