Iniciamos 2026 com um importante avanço no enfrentamento ao Alzheimer no Brasil: a liberação, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da comercialização do medicamento lecanemabe.
O uso do medicamento, administrado por infusão intravenosa, atua diretamente no Sistema Nervoso Central (SNC) e tem como objetivo desacelerar a evolução da doença.
Ao retardar o comprometimento cognitivo, o tratamento abre uma nova perspectiva para os pacientes diagnosticados com a doença. Mas tratar o Alzheimer exige muito mais, como cuidados especializados.
É nesse campo que a Rede Geronto vem atuando. Entre os dias 15 e 30 de janeiro, 22 estudantes de medicina de diferentes regiões do Brasil participaram do Programa Internacional de Imersão em Gerontologia nas cidades de Asti, no Piemonte, e Modena, na região da Emília-Romanha, na Itália.
Durante a experiência, os participantes interagiram com professores, pesquisadores e autoridades italianas em debates sobre Alzheimer e outras formas de demência. Também puderam conhecer, na prática, estruturas de cuidado comunitário, programas de atenção domiciliar e abordagens centradas na autonomia e na qualidade de vida da pessoa idosa com demência.
Experiências como essa mostram que o avanço no enfrentamento do Alzheimer depende de dois caminhos: inovação terapêutica e formação qualificada.
