A educação também pode ser um fator decisivo no envelhecimento saudável. É com esse foco que estudos recentes, discussões no Congresso e iniciativas acadêmicas caminham, apontando o acesso ao ensino como um fator diretamente ligado à saúde, autonomia e bem estar.
Uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais mostra que quanto maior a escolaridade, menor o risco de idosos terem várias doenças crônicas ao mesmo tempo. Os dados do estudo mostram que mais de 70% dos idosos têm baixa escolaridade, o que está ligado à menor renda e maior vulnerabilidade.
A educação impacta diretamente o bem-estar emocional. A saída do mercado de trabalho pode provocar sensação de perda de propósito, enquanto a continuidade dos estudos e da participação social ajuda a manter o idoso ativo e engajado.
O tema também ganhou espaço no debate público. Em 2025, a Câmara dos Deputados do Brasil discutiu o envelhecimento saudável, e o Ministério da Educação chamou atenção para um dado preocupante: mais de 20% dos idosos brasileiros ainda não são alfabetizados, segundo o Censo de 2022. Como resposta, foi criado o Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação na Educação de Jovens e Adultos.
Na prática, iniciativas já mostram esse caminho. O Instituto Mariano de Estudos e Inovação desenvolveu um curso superior voltado ao público 60+, reforçando o papel da educação na autonomia e na participação social. A demanda acompanha esse movimento: entre 2013 e 2023, as matrículas dessa faixa etária cresceram 22% no ensino presencial e 672% na educação a distância.
Rede Geronto
Mais do que alfabetização, o desafio passa por ampliar inclusão, cidadania e participação social dos idosos.
Nesse cenário, iniciativas como a Rede Geronto ajudam a impulsionar o debate, ao reunir pesquisadores e instituições voltados à compreensão do envelhecimento em suas diferentes dimensões.
por Mauricio Pascoal
