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Projeto de lei quer incluir letramento digital como direito da pessoa idosa no Brasil

Tramita na Câmara dos Deputados um projeto que pode ampliar significativamente os direitos da população idosa no Brasil: o PL 5763/25, apresentado pelo deputado Luiz Couto (PT-PB), propõe incluir o letramento digital no Estatuto da Pessoa Idosa, tornando o acesso à tecnologia uma garantia legal para quem tem 60 anos ou mais.

Importância da proposta

A proposta parte de um reconhecimento cada vez mais presente no mundo atual: a importância de saber usar a tecnologia como uma condição para o exercício pleno da cidadania. Segundo o próprio autor do projeto, a capacidade de utilizar tecnologias digitais é um pré-requisito para o acesso a serviços públicos de saúde, previdência e bancos, além de ser fundamental para a manutenção de laços sociais.

Para a pessoa idosa, a exclusão digital representa um obstáculo concreto no dia a dia como o agendamento a uma consulta médica online, a dificuldade de acessar benefícios do INSS ou simplesmente manter contato com familiares.

O que o projeto prevê

O texto define que é dever do Estado e da sociedade garantir o acesso a políticas de inclusão e aprimoramento em tecnologias digitais. Os programas de letramento deverão abranger desde o nível básico até o avançado, incluindo orientações sobre navegação segura, uso de serviços públicos online e prevenção de fraudes e golpes virtuais, problema que afeta de forma desproporcional a população mais velha.

A proposta também cria o Sistema Nacional de Certificação de Saberes da Experiência, que busca reconhecer formalmente as habilidades e competências adquiridas ao longo da vida profissional e social, mesmo sem formação acadêmica. A certificação poderá ser usada para comprovar qualificação profissional e auxiliar na reintegração ao mercado de trabalho.

Como será implementado

Os programas de qualificação e o sistema de certificação serão executados em parceria com o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), o Sistema Nacional de Emprego (SINE) e instituições de ensino profissional e superior. O projeto também incentiva o empreendedorismo e a criação de novas fontes de renda para a pessoa idosa. Se aprovada, a lei entra em vigor 90 dias após sua publicação.

Próximos passos

O projeto ainda precisará ser analisado pelas comissões de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo, antes de seguir para o Senado. A Rede Geronto acompanha a tramitação com atenção, entendendo que a inclusão digital é parte indissociável de um envelhecimento ativo, autônomo e com qualidade de vida.

Por Maurício Pascoal

Fonte: Câmara do Deputados

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