Envelhecer com qualidade de vida não depende apenas dos avanços da medicina ou de acompanhamentos especializados. Cada vez mais, a ciência reforça que hábitos simples do dia a dia têm papel decisivo nesse processo. Entre eles, a caminhada se destaca.
Sem custo e adaptável a diferentes rotinas, ela se torna uma estratégia poderosa de promoção da saúde. Um estudo publicado em 2025 no The Lancet Public Health aponta que caminhar cerca de 7 mil passos por dia pode reduzir em 38% o risco de demência, além de diminuir em 25% as chances de doenças cardiovasculares, 22% de depressão e 14% de diabetes.
Especialistas também chamam atenção para o papel da caminhada na manutenção da autonomia ao longo dos anos. Em entrevista à revista Time, a fisioterapeuta Milica McDowell, definiu a prática como “um dos remédios mais subprescritos do século 21”. Segundo ela, o hábito contribui para o fortalecimento muscular e ósseo, ajudando a prevenir quedas e fraturas, fatores críticos na saúde da pessoa idosa.
Os impactos vão além do corpo. Evidências indicam que caminhar regularmente melhora o humor, reduz sintomas de ansiedade e estimula funções cognitivas, como memória e atenção. Em uma fase da vida em que independência e qualidade de vida são prioridades, esses ganhos se tornam ainda mais relevantes.
Esse entendimento está alinhado à atuação da Rede Geronto, que defende uma abordagem ampliada do cuidado com a pessoa idosa. A empresa integra estratégias clínicas a ações de promoção da saúde, incentivando hábitos que fortalecem a autonomia, a prevenção e o bem-estar ao longo do envelhecimento.
Por Maurício Pascoal
Fonte: Time e G1 Notícias
